sexta-feira, 27 de maio de 2016

Léia, Jean e Matheus: Contra o estupro, a defesa!

Por:
Jean Augusto G. S. Carvalho
Léia G. S. Carvalho
Matheus Souza de Campos



Recentemente, ocorreu um caso horrendo no Rio de Janeiro: uma adolescente sofreu um estupro cometido por mais de 30 homens – isso é extremamente chocante - e, para piorar a indignação da sociedade, filmaram a moça e expuseram na internet se gabando do fato e humilhando-a. O caso chocou o país e trouxe o assunto do estupro novamente à tona nos debates. 

Neste caso em específico, percebe-se que os criminosos que estupraram a mulher não a viam com dignidade - é um casos que se enquadra em toda a crise de realidade que vivemos. O crime, provavelmente, foi prática de retaliação de indivíduos ligados ao narcotráfico contra uma usuária supostamente endividada. Ato bárbaro típico de pessoas da lumpencriminalidade.

Há outras informações divulgadas a respeito deste caso, informações que contestam a versão oficial veiculada pela mídia: a garota já era envolvida no tráfico; teria consentido com o ato; questiona-se como ela pode ter conseguido contar 33 homens estando inconsciente; demorou a fazer exame de corpo de delito, cujo resultado recente não apontou violência sexual. A advogada Eloísa Samy, que defendia a moça, já teve prisão pedida em 2014 pelo mesmo delegado que estava investigando este caso e fugiu da Justiça pedindo asilo no Uruguai, não querendo que fosse pedido à adolescente que se fizesse o exame de corpo de delito - e pediu também o afastamento do delegado do caso.

Se estas informações forem corretas, isso só nos deixa mais atentos ao comportamento das massas e seu condicionamento, mostrando a necessidade de analisar os casos com frieza e seriedade, sem emotividade ou sentimentos que prejudicam o discernimento correto. Entretanto, isso não invalida o tema central aqui exposto, que é o do estupro e violência contra a mulher, e não anula nossa determinação em defender aquilo que defenderemos aqui como soluções plausíveis e concretas para a questão.


Primeiramente, deixemos claro que o estupro é algo extremamente cruel, nojento, vil e monstruoso. É utilizado como uma arma para trazer à vítima os piores sentimentos possíveis. Os danos à vítima são, muitas vezes, irreversíveis e carregados pelo resto da vida (inclusive, muito mais psicológicos do que físicos). Além de passar por toda a situação, a vítima ainda precisa conviver com lembranças extremamente danosas. 

Tentar entender o estupro como algo passível de ser controlado meramente com "educação" é, no mínimo, ridículo. O estupro é um comportamento bruto,  majoritariamente de natureza masculina. Você não vê muitas mulheres estupradoras na história, porque este comportamento não é da natureza feminina - e quando se vê, os casos são raríssimos, estando geralmente associados a mulheres que molestam crianças (ou outras mulheres).

O estupro é um sub-ramo da violência, por isso faz parte do todo da violência: assaltos, homicídios etc., por isso mesmo ele também faz parte de toda uma crise social, moral, política, cultural. É mais que óbvio que somos totalmente contra e defendemos penas mais graves para criminosos dessa estirpe (como prisão perpétua em caso de crimes hediondos, trabalhos forçados e castração química em casos de estupros confirmados). 

Sobre o crime, surgiram várias opiniões definindo e discutindo as causas do caso, sem se ater devidamente ao que interessa: a punição dos envolvidos e a reestruturação da vítima. Dentre elas as principais são:
- colocar a culpa do crime em todos os homens e no tal "machismo";
- culpar a vítima por ter feito alguma coisa que facilitou o crime;

Todas essas opiniões são focadas no caso isolado e não no contexto mais amplo. Pouco alcance tiveram opiniões mais sérias e aprofundadas que buscam entender e debater de fato a raiz do problema. Como já foi dito: o estupro é uma das muitas formas em que a violência se manifesta em nosso país. A violência é um problema de âmbito social e econômico e deve ser analisada nos dois aspectos.

O crime cometido de fato não é culpa da vítima, é culpa dos criminosos. No entanto, reconhecer isso não é suficiente para combater e melhorar o problema da violência. É preciso analisar tudo que está ligado a isso: falha da educação, desestruturação da família, abandono do Estado nas áreas mais vulneráveis, objetificação da mulher, crise dos valores e decadência moral, o uso do corpo como instrumento, a satisfação dos desejos a qualquer custo como “liberdade”, o consumismo desenfreado, etc. – tudo isso fruto da crescente degeneração da sociedade e do discurso cada vez mais liberal e individualista.

O ser humano mostra suas piores inclinações em realidades medíocres como a que nós atualmente vivemos. Todo o discurso liberal só serviu para piorar isso, atomizando as pessoas, que deixaram de se compadecer uns pelos outros, pois o mais importante é satisfazer suas vontades individuais – pensar primeiro em si. O liberalismo reduziu a mulher à condição de mercadoria, não só "vendável" e "comprável" mas também apta a ser apropriada à força. 

Os estupradores "apropriam" a mulher como um objeto seu, utilizável e descartável. É claro que isso não é invenção do liberalismo, mas é muito propagado por uma sociedade puramente materialista e economicista. A própria sexualidade em si é vivenciada como isso: o fetichismo em torno de pessoas como mercadorias e o objetivo de consumir o máximo de mercadorias possíveis, das mais variadas formas e tipos. Esses criminosos doentios obviamente não têm qualquer visão saudável de si mesmos, da mulher e da sexualidade.

A solução para a esquerda seria extinguir magicamente o problema, combatendo entes abstratos (como machismo e patriarcado) ao invés de combater alvos objetivos (criminosos e raízes reais do problema) ; mas sejamos realistas: a brutalidade e a violência existem na Natureza e na civilização desde o início dos tempos e não desaparecerá tão cedo. A esquerda quer “acabar com a violência”, apenas com educação, passeatas, cirandas, campanhas de Twitter e cartazes. 

No entanto, continuam defendendo integralmente tudo o que causou a estruturação  e o aumento da violência. Eles não entendem que, para se ter uma solução mais racional e realista, é preciso abandonar a defesa de muitos de seus pensamentos e tentar construir uma sociedade real e não essa utopia fantasiada por eles - utopia que condena o trabalhador a viver como alvo eterno do crime e da miséria enquanto o mundo mágico não é construído.
Você não vai conseguir mudar os comportamentos de um ser degenerado não-social como um estuprador levantando plaquinhas nas ruas. Este é um pensamento absurdo e típico de feministas, burguesas esquerdistas. As mesmas que são contra o porte de armas e mal saberiam se defender de um possível ataque de um ser bruto como esses.No outro lado da moeda, algumas mulheres pagam por isso, mulheres estas que gostariam de se defender e não podem, que almejam por justiça. O feminismo esta no lado de quem, afinal?

Devemos manter a violência sobre controle. É isso o que falta: controle, segurança, educação e, principalmente, o combate a toda a agenda liberal. Não devemos ficar fantasiando o mundo perfeito e tentar construí-lo com cartolina e “protestos” inúteis – essa mentalidade é totalmente ingênua. Estupro sempre aconteceu, e a maioria das sociedades lidava com isso de forma simples e clara: punições severas para os estupradores.

Para combate-lo, devemos pressionar o poder público para penas mais duras, exigir a reforma do código penal, exigir políticas sérias em educação, geração de emprego e oportunidades (principalmente em periferias) e políticas sérias em valorização e manutenção da estrutura familiar, bem como abrir mão do pensamento liberal, consumista e individualista (através de medidas que restrinjam atitudes do tipo que venham a trazer malefício à sociedade) e do pensamento esquerdista politicamente correto, totalmente distanciado da realidade e da lógica.

Toda a pauta defendida pela "Esquerda" só serviu até o momento para promover mais intolerância, violência, discurso de ódio e todo tipo de reflexo da imoralidade defendida por eles. De que adianta dizerem que “tem que acabar com a ‘cultura do estupro’”, se em muitos casos ficam do lado dos criminosos, e abominam qualquer reação de legítima defesa como “violência”, além de claro, odiarem a ideia do porte civil de arma de fogo e diminuição da maioridade penal (grande parte dos estupradores são menores de idade que no máximo pagarão uma pena irrisório, prontos a cometer novos delitos). 

Dizem que “a culpa é do machismo" e que "precisamos combate-lo!”. Como? Se não dão nomes aos bois? Estupro é culpa do criminoso que o comete e ele tem nome – quem comete o crime é que deve ser combatido. Essa generalização da culpa só esconde os verdadeiros culpados, fazendo com que seja mais difícil combatê-los, ao se criar inimigos abstratos. As vias de resposta da Esquerda são totalmente dissociadas da realidade, do pragmatismo e do mínimo de racionalidade. 

Querem combater sádicos, psicopatas criminosos da pior espécie com hashtags, campanhas em Twitter e fotos com algum cartaz. A própria ideia de se combater o estupro com "educação", como se estupradores que o fazem por sadismo e prazer fossem passíveis de serem educados, é algo totalmente bizarro. A educação funciona para as novas gerações, se de fato, houver investimento e melhora na estrutura educacional e moral de nossa sociedade. É preciso haver um melhor aproveitamento do potencial da juventude. Isso inexiste - escolas deixaram de fazer isso. Os jovens, em geral, usam essa energia para o crime ou para o hedonismo vazio.

Falemos também sobre a mente fechada de alguns moralistas em citar o fato de a adolescente estar bêbada e drogada, como se isso servisse de justificativa. Falar isso não ajuda em nada. É só mais uma opinião inútil. Será mesmo que acham que se ela estivesse sóbria estaria imune ao estupro? A bebida e as drogas devem ser criticadas, sim. Mas como malefícios à saúde e não como causa do estupro. Muito melhor fizeram alguns (que mesmo com pensamento moralista) buscaram provas e fizeram denúncias sobre o caso.

É preciso buscar meios eficazes: melhora na educação, mais segurança, melhor estruturação da família, e claro, defender sim, o discurso de autodefesa por meios considerados legais: arte-marcial, spray de pimenta ou gengibre, bastão retrátil, máquina de choque, etc., são meios úteis de se defender legalmente, dentro da proporcionalidade. E a reconstrução ou criação de uma sociedade baseada nos valores.

Medidas preventivas (como melhoria da educação) são essenciais, mas não eliminam o problema em sua inteireza. Sempre haverá o remanescente de doentes mentais, sádicos, psicopatas e afins, pessoas que praticam o crime por terem prazer nele, pura e simplesmente isso. O erro da Esquerda é enxergar a totalidade do crime como um fenômeno puramente econômico.

Medidas reativas são essenciais também. É inadiável a reforma do Código Penal, totalmente frouxo e ultrapassado, que trata criminosos da pior espécie como perseguidos políticos - penas mais severas, trabalho compulsório nos presídios, etc. A Direita só se atem a isso, e negligencia as causas econômicas que motivam o crime.

Nossa luta deve ser racional, realista e combativa. Lutemos para arrancar a raiz do problema e não apenas suas folhas. Todo combate deve ser feito contra a agenda liberal propagada pela Esquerda (social) e pela Direita (econômica) que só farão com esse tipo de barbárie se intensifique ainda mais, se nada for feito a respeito. Punamos mais severamente os criminosos, esmaguemos o liberalismo e resgatemos os valores perdidos em nossa sociedade! 

Mulher, sua vida não será protegida por coisas como "sororidade", militância virtual ou slogans vazios, será protegida por sua ação: aprenda a se defender, não seja indefesa!
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