terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Marine Le Pen: síntese política da Multipolaridade


Tradução: Jean Augusto Carvalho

Marine Le Pen é, atualmente, uma das figuras que sintetiza a multipolaridade política e a correta análise da realidade. Reproduzimos aqui o discurso dela ao Parlamento Europeu, pronunciado no dia 7 de Outubro desse ano, onde ela identifica corretamente quem são os inimigos e contra quem se deve lutar. As análises que ela faz em relação à França são completamente coerentes com a realidade de todos os povos do mundo:

"Obrigado, senhora Merkel, por vir hoje com vosso vice-chanceler, o administrador da província da França. Senhor vice-chanceler, eu gostaria de poder te chamar de Presidente da República em respeito ao vosso cargo; mas não o farei, pois como aconteceu também com seu antecessor, você já não exerce mais essas funções, depois de ter afirmado a pouco tempo que soberania é sinônimo de decadência. Te recordo que o artigo primeiro da Constituição Francesa se intitula sobre a soberania, e que o presidente é o guardião da mesma.
Um Presidente da República não pode ignorar o tempo todo os interesses da França; O interesse da França não é o de se submeter cegamente aos comandos de Berlim, Bruxelas ou Washington. O interesse da França - e seu próprio dever - é o de defender sua soberania.
O interesse da França não é o de dar o triste espetáculo de um país a reboque da Alemanha em assuntos de imigração. Quando, agindo de maneira irresponsável, a chanceler disse que receberá 800.000 imigrantes com braços abertos, você aplaude. E, cinco dias mais tarde, quando ela suspende Shcenguen e ordena o fechamento das fronteiras, você a segue aplaudindo, dando à França a triste imagem de um país à deriva, titubeando sobre um assunto tão essencial para a segurança, a prosperidade e a defesa da identidade dos franceses.
O interesse da França é também o de não claudicar ante ao doutor Schoebel quando ele decide, em Bruxelas, a política econômica de todo o continente; principalmente quando essa política traz consigo a austeridade e o desmoronamento de nossos sistemas de proteção social. Ao contrário, o interessa da França está em resistir, impedindo que a Grécia e outros países do sul da Europa se enlameiem em uma espiral de austeridade sem fim, cujo único objetivo é salvar o euro e o modelo alemão de baixos salários.
Compareceis diante de nós para tentar nos tranquilizar, pois vossa União Europeia está ruindo por culpa da afluência migratória e da crise econômica. Uma União que todavia se mantém em pé, o faz por conta da austeridade, da concorrência desleal, da vigilância massiva dos cidadãos, do decaimento social e da pressão migratória. Eu represento outro modelo. O modelo que une, hoje, aos povos da Europa. O de uma Europa de nações em um mundo multipolar. O modelo de um protecionismo inteligente.
Sim, disso se trata: de liberdades individuais, da defesa de nossa seguridade e de nossas identidades, detendo totalmente a imigração massiva. Sim, agora muitos tentarão resumir minhas palavras dizendo que sou a anti Merkel, mas aceito essa maneira de ver as coisas, pois a você, senhora Merkel, não reconheço o direito de dispor de nós, tentando nos impor de maneira absurda uma Europa à alemã. A defesa dos interesses alemães não justifica a vassalagem dos outros povos europeus.
Represento, neste semi-círculo, a voz dos europeus livres, de nossos povos soberanos que se distanciam da União Europeia por que têm uma sede de Nação. Represento ao povo francês, que se afasta de você, senhor Hollande, assim como o fez com Sarkozy, pois esse povo tem sede de França!"
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sábado, 5 de dezembro de 2015

Diálogo entre Aleksandr Dugin e Sheikh Imran Hosein




Tradução: Marcos Vinicius


Em 01 de julho de 2013, marca-se o encontro e o início de uma colaboração entre dois intelectuais ilustres; Aleksandr Dugin, teórico russo de confissão cristã ortodoxa, Doutor em História das Ciências e Doutor em Ciência Política; e o Sheikh Imran Nazar Hosein, erudito islâmico especializado em escatologia islâmica, filósofo, e doutor em estudos econômicos.

Esta reunião em Moscou é o resultado de um convite recebido por um grande número de intelectuais russos, para o trabalho mútuo e o estabelecimento de um novo diálogo inter-religioso entre a comunidade cristã ortodoxa e o mundo muçulmano. Portanto, esta ligação entre muçulmanos e cristãos ortodoxos, inspira e permeiam suas duas escatologias, islâmica e cristã, ou seja, a unificação dos dois polos principais atualmente resistentes a um único inimigo em comum, a chamada "Ordem atlantista neoliberal" por alguns e, "Aliança sionista judaico-cristã” para outros.

Por que a Rússia?

Os Cristãos Ortodoxos de hoje são originários do Império Bizantino, conhecido no Islã sob o nome Rum.

Os Rums (ou cristãos bizantinos) foram mencionados no Alcorão, precisamente na Sura Rum ("Os romanos"). Ademais, aqui eles são divididos em dois polos diferentes de cristãos. Cristãos Católicos no Ocidente, que escolheu Roma (Vaticano), como sede, e os cristãos ortodoxos orientais, que optaram por Constantinopla (hoje Istambul), e mais especificamente, a Catedral de Santa Sofia, como sede.

Esta Catedral funciounou por muito tempo como sede da ortodoxia cristã, até a queda do último Imperador bizantino, Constantino XI Paleólogo, quando Constantinopla é conquistada pelo sultão otomano Mehmet II. Se a sede da Ortodoxa, deixa de ser a antiga Catedral de St. Sophia, que foi transformada em mesquita pelos otomanos, os cristãos ortodoxos mudam sua sede para o Patriarcado de Moscou, que assim se torna a nova sede do cristianismo ortodoxo.

A primeira sede da ortodoxia cristã, a antiga Catedral de Santa Sofia, finalmente é transformada em um museu a mando de Mustafa Kemal, após a queda do Império Otomano.

Isso faz com que a Rússia se torne o berço do Cristianismo Ortodoxo.

Hoje, e desde a queda da União Soviética e do comunismo, e ao final de um longo período de Guerra Fria, a Rússia mostra um retorno claro e significativo para o cristianismo ortodoxo. Essa mudança se reflete em todos os níveis da sociedade russa, incluindo o governo, demonstrando um compromisso significativo com os valores do cristianismo ortodoxo.

A sociedade russa não é uma sociedade secular, comparada com as outras sociedades ocidentais. (Ver a conferência: “Christianisme et politique” Aleksandr Dugin).

E isso é o que reafirma a Rússia agora como uma forte resistência contra o polo atlantista ocidental, e a aliança sionista.
E é bem nesse sentido que os muçulmanos, pelo menos aqueles que entenderam, e os cristãos ortodoxos, estão unidos na mesma resistência contra o mesmo inimigo, o polo ocidental sionista.

Deve-se notar, que para resistência e a luta comum entre cristãos ortodoxos e muçulmanos, contra a fúria e a opressão do sionismo, o braço armado do Dajjal (Anticristo), que é de extrema importância que os representantes destas duas religiões unam os seus esforços mútuos contra este opressor universal da humanidade.

Da teoria à prática

Isso faz com que os muçulmanos e os cristãos veem a necessidade de formar uma aliança contra a Nova Ordem Mundial. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) profetizou que uma aliança entre cristãos e muçulmanos iria começar na lutar contra um inimigo em comum.

Ademais, os muçulmanos devem saber absolutamente à luz do Alcorão, do Profeta e das profecias e tendo em conta os acontecimentos históricos e geopolíticos, como identificar um bom aliado, um aliado profetizado! O verdadeiro cristão aliado do muçulmano é aquele que luta contra o opressor, o mesmo impostor, o mesmo blasfemo, o mesmo inimigo universal, o sionismo!

ستصالحون الروم صلحا آمنا وتغزون أنتم وهم عدوا من ورائكم
الراوي: حسان بن عطية المحدث: الألباني المصدر: صحيح أبي داود الصفحة أو الرقم: 2767
خلاصة حكم المحدث: صحيح

Vocês (muçulmanos) farão certamente uma aliança segura com Rum, combatireis e vencereis juntos contra o inimigo comum que os persegue! Profeta Maomé paz e bênçãos sobre ele.

Allah revela no Alcorão como reconhecer sinais que proíbem uma aliança. Refere-se a um grupo de cristãos e um grupo de judeus que aliaram entre eles. Esta aliança efetivamente realizada em agosto de 1897 (no Congresso Sionista), depois de milhares de anos de animosidade entre cristãos e judeus. Os cristãos nunca perdoaram os judeus pelo evento da Cruz. Esta aliança subversiva entre cristãos e judeus não teria sido possível sem a criação do movimento sionista, e cujo objetivo era a criação do Estado impostor de Israel, e que todos nós sabemos que é para ser a sede do Anticristo. Deus também adverte os muçulmanos contra as consequências de adesão a está aliança, o que inevitavelmente leva perda da participação na comunidade do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele).

"Você que têm fé (em Deus), não tome judeus e cristãos como aliados (que) são (eles mesmos) aliados juntos. E se algum de vocês levarem-nos como aliados, então vão se tornar um deles. Deus não se dirige aos ímpios". - AlCorão, Sura al-Maa'idah, v.51

Em outras palavras, aquele que se liga à aliança sionista judaico-cristã, torna-se imediatamente um deles, como Allah nos diz neste verso. Será agora parte dessa aliança e não fará mais parte da Comunidade do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele).

Enquanto nem todos cristãos e judeus são sionistas, já que a aliança sionista é composto por um grupo de judeus e cristãos estreitamente aliados sob a bandeira do sionismo, também deve ser notado que os muçulmanos não são todos necessariamente anti-sionista! Ele que faz amizade com a aliança sionista judaico-cristã, torna-se um deles, diz o Alcorão! (Ver artigos recentes sobre este assunto em Inglês: We have no beef with Israel, Syrian Islamist rebel group says)

Portanto, agora temos dois Rums. A Igreja Católica com sede em Roma (Rum) Ocidental (o Vaticano), com países cristãos que se aliaram ao sionismo. E o pólo Rum Cristã Ortodoxa Oriental, com sede em Moscou, e que se opõe fortemente ao sionismo.

É importante para os muçulmanos identificar qual dessas duas Rums é um bom aliado nestes últimos tempos, "uma aliança sem risco", como já dizia o Profeta.

Eleger a Rum do pólo ocidental cristão sionista é tornar-se um de seus aliados, como é o caso de hoje em dia na maioria dos governos muçulmanos, mais cedo ou mais tarde, os muçulmanos sofrerão a traição de Rum sionista ocidental.

Isto torna de vital importância que, hoje, os muçulmanos têm que levar a sério (não estreitamente) e estudar o Al-Corão e todas as profecias do Mensageiro (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) e com isso estudar história, a fim de compreender os desafios das implicações presente e futuras.

O Dia do Juízo final não será quebrado por um muçulmano que traiu as ordens que Allah - o Altíssimo - tem dado no Alcorão!

Agora você deve saber escolher o lado certo da história! .

- Sheikh Imran Nazar Hosein

Estamos firmemente se opondo a qualquer tipo de confronto entre as diferentes crenças religiosas ... guerras e tensões inter-religiosas que trabalham para uma causa: o estabelecimento do Reino do Anticristo, que tenta dividir todas as religiões tradicionais para impor o sua própria pseudorreligião , uma paródia da escatologia.

- Prof. Aleksandr Dugin - o livro A Quarta Teoria Política


¹Conhecida pelos cristãos ortodoxos como Terceira Roma
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